quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Tigre saudável



Economia da China evitará rápida desaceleração em nova época, diz economista
2017-10-25 15:15:13portuguese.xinhuanet.com 











 
Beijing, 25 out (Xinhua) -- A economia chinesa será capaz de evitar rápidos declínios no crescimento do PIB durante a nova era do desenvolvimento, disse um renomado economista, que descartou a possibilidade de uma recuperação imediata.

"Depois de se livrar da tendência descendente, o crescimento irá se estabilizar no futuro, em vez de acelerar rapidamente", disse Liu Yuanchun, vice-presidente da Universidade Renmin da China, ao discursar num fórum.

A economia mostrou uma forte resiliência nos primeiros três trimestres do ano como a reforma criou nova dinâmica, com uma estável expansão do PIB em 6,9% em termos anuais. Os serviços e consumo tiveram um maior papel em estimular o crescimento, e os setores de manufatura de alto nível e tecnologia da informação testemunharam aumentos prósperos.

Liu espera que a reestruturação econômica do país continuará a gerar resultados tangíveis, com melhoras estruturais na demanda tanto externa como interna.

Um relatório para o 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China disse que a economia está "na nova época, um período essencial para transformar o modelo do crescimento, melhorar a estrutura econômica, e fomentar novos motores do crescimento".

A China vem se transformando de uma fase de rápido crescimento para uma de desenvolvimento de alta qualidade, segundo o relatório.

Liu disse que os riscos na economia serão aliviados na nova época mas atenção deve permanecer.

"O ciclo descendente no setor financeiro provavelmente será mais complicado do que o previsto, o que levará a um processo de desalavancagem muito diferente comparado com os mercados europeu e norte-americano", disse. "Não é hora para dizer tudo certo."

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A grandeza da Nigéria



A luta pela unidade da Nigéria
A Nigéria é um dos países mais populosos e mais poderosos de África, mas é também confrontado com graves conflitos étnicos e religiosos. Algumas iniciativas promovem a paz em Kaduna.









 Apoiantes da independência da região de Biafra
Entre as maiores étnias da Nigéria estão os Yoruba, os Haúça e os Igbo, que vivem na província de Biafra, no sudeste deste enorme país.

E é no Biafra que surgiu um novo movimento separatista denominado IPOB, sigla para "Povos Indígenas do Biafra", um movimento que pretende dar voz aos Igbos, maioritáriamente cristãos, que se sentem vítimas de discriminação, tanto no proprio Biafra, como tambem - e sobretudo - em regiões onde constituem minoria, como a região de Kaduna, de maioria muçulmana, no norte do país.

Já em 1967, a região de Biafra declarara unilateralmente a independência, o que provocara uma sangrenta guerra civil que, até 1970, causou cerca de 2,5 milhões de mortos e terminou com a reintegração - à força - no Estado nigeriano.

A luta pela unidade da Nigéria
Mas o conflito nunca foi resolvido completamente e, nos últimos anos, sobretudo nos últimos meses, parecem ter-se intensificado as reivindicações pela autonomia do Biafra.

O IPOB, considerado um grupo terrorista pelas autoridades nigerianas, condena a alegada violência exercida pelos soldados nigerianos contra os membros do grupo.
A tensão aumenta também no norte do país, nomeadamente no estado de Kaduna entre os Igbos, maioritariamente cristãos, e a maioria muçulmana.

Em junho, o conflito em Kaduna agudizou-se com ameaças de grupos islâmicos, lançadas contra as minorias cristãs que foram mesmo intimadas a abandonar a região até o dia 1 de outubro, que assinala o aniversário da independência da Nigéria.

"Juntos venceremos"
Mas nem todos os muçulmanos apoiam as hostilidades contra os Igbos cristãos.

 Maryam Abubakar, da organização humanitaria Womenhood Foundation of Nigeria, WFN

"Queremos a unidade. Não é importante se és cristão ou muçulmano ou mesmo animista. Somos todos nigerianos, independentemente de pertencermos às etnias igbo, haúça ou yoruba. Juntos venceremos, divididos falharemos", afirma Maryam Abubakar, diretora da organização humanitaria Womenhood Foundation of Nigeria, WFN, sediada em Kaduna.

Maryam Abubakar visita escolas para falar sobre o discurso de ódio, pois não quer que se espalhe em Kaduna um clima de medo e agitação.

Perante a incerteza que se vive em Kaduna, Muhammad Ibrahim Gashash, diretor da organização Cristão/Muçulmano Alternativa ao Conflito decidiu "preparar uma casa para os membros da comunidade Igbo". "Quem se sentir inseguro pode vir para aqui para se proteger", acrescentou Muhammad Ibrahim Gashash, que reconhece que, nos últimos tempos, "muitas pessoas têm falado de medo".

Mas até agora não foi preciso. Segundo Gashash, a forte presença da sociedade civil e do governo regional de Kaduna tem garantido a segurança.

Muhammad Ibrahim Gashash mostra a casa que pode acolher membros da comunidade Igbo

Viver sob ameaça
Contudo, o clima de medo entre os Igbos, na região de Kaduna, parece não dissipar. As pessoas questionam: até quando conseguirão as diferentes etnias e religiões viver em conjunto?

 Jornalista Dominic Eze Uzu

O jornalista Dominic Eze Uzu, cristão e igbo, vive há mais de 40 anos no estado de Kaduna e ultimamente vê-se confrontado com ameaças dos radicais muçulmanos que querem que ele e a sua familia abandonem a região. Mas isso, para Dominic, não é opção.

"Todos os meus filhos vivem aqui. Quero que eles encontrem um trabalho quando estiveram na idade, mas tenho medo que sejam discriminados. Há muitas injustiças e muita desigualdade. Porque é que não somos tratados como autóctones, como cidadãos de Kaduna como todos os outros?", questiona o jornalista.

De fato, a familia de Dominic Eze Uzu não goza dos mesmos direitos que a população maioritária. Quem quer fazer carreira na administração pública tem que apresentar uma denominada "declaração de indigenidade". Certos postos continuam reservados a pessoas pertencentes às etnias autóctones.

Dominic critica essa prática. "Estamos ou não preparados para ser uma Nigeria unida?", questiona o jornalista nigeriano. "Se queremos uma única Nigéria teremos que tratar as pessoas em conformidade", conclui Dominic Eze Uzu.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Alimentos para todos



Safra 2016/2017 cresce 30,4% e bate recorde
IBGE
Impactos da safra são positivos tanto para o mercado interno quanto para o externo
por Portal Brasil publicado: 12/09/2017 18h13 última modificação: 12/09/2017 18h13
Fabio Scremin/APPA 






Produção e exportação de soja batem recorde



A expectativa para a safra de grãos 2016/2017 é de um novo recorde. Segundo a última estimativa do  estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), deve haver um crescimento de 30,4% frente a safra anterior ao alcançar os 240,9 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pelo instituto nesta terça-feira (12).


O pesquisador do IBGE, Carlos Antonio Barradas, explica que os impactos da safra que o Brasil está colhendo são positivos tanto para o mercado interno quanto para o externo.

Para ele, as safras recordes deste ano estão contribuindo para a redução da inflação. A avaliação de Barradas é de que o início das colheitas gerou queda de preços do setor de alimentos, com destaque para o preço do feijão carioca, que recuou 14,86% em agosto. 

Em relação ao mercado externo, o pesquisador observou que a exportação de soja é recorde. Só em agosto deste ano foram exportadas seis milhões de toneladas, 56% a mais quando comparado com agosto de 2016.

Conab
Além do IBGE, a Companhia Nacional de Abastecimento também faz esse levantamento. Segundo a Conab, deve haver um crescimento de 27,9% frente a safra anterior ao alcançar os 238,7 milhões de toneladas.

Os dados mostram que esse aumento percentual representa um incremento de 52,1 milhões de toneladas frente a safra anterior. Ao mesmo tempo em que houve essa forte alta, a a área plantada avançou pouco, o que significa aumento de produtividade. A área ocupada pela plantação ficou em 60,9 milhões de hectares, com elevação de 4,4% na comparação com a safra 2015/2016.

A safra de soja, o grão mais produzido no País, ficou em 114 milhões de toneladas. A produção do milho primeira safra ficou em 30,46 milhões de toneladas, com crescimento de 18,3% em relação à safra anterior. Já a colheita do milho segunda safra está em fase final, com estimativa de produção total de 67,25 milhões de toneladas.

Os dados relativos a esses produtos e demais grãos estão no 12º Levantamento da Safra 2016/2017 de Grãos, divulgado nesta terça-feira (12) pela Conab. A companhia faz o acompanhamento da safra brasileira de grãos há 40 anos.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Companha Nacional de Abastecimento e do IBGE
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