quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Alimentos para todos



Safra 2016/2017 cresce 30,4% e bate recorde
IBGE
Impactos da safra são positivos tanto para o mercado interno quanto para o externo
por Portal Brasil publicado: 12/09/2017 18h13 última modificação: 12/09/2017 18h13
Fabio Scremin/APPA 






Produção e exportação de soja batem recorde



A expectativa para a safra de grãos 2016/2017 é de um novo recorde. Segundo a última estimativa do  estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), deve haver um crescimento de 30,4% frente a safra anterior ao alcançar os 240,9 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pelo instituto nesta terça-feira (12).


O pesquisador do IBGE, Carlos Antonio Barradas, explica que os impactos da safra que o Brasil está colhendo são positivos tanto para o mercado interno quanto para o externo.

Para ele, as safras recordes deste ano estão contribuindo para a redução da inflação. A avaliação de Barradas é de que o início das colheitas gerou queda de preços do setor de alimentos, com destaque para o preço do feijão carioca, que recuou 14,86% em agosto. 

Em relação ao mercado externo, o pesquisador observou que a exportação de soja é recorde. Só em agosto deste ano foram exportadas seis milhões de toneladas, 56% a mais quando comparado com agosto de 2016.

Conab
Além do IBGE, a Companhia Nacional de Abastecimento também faz esse levantamento. Segundo a Conab, deve haver um crescimento de 27,9% frente a safra anterior ao alcançar os 238,7 milhões de toneladas.

Os dados mostram que esse aumento percentual representa um incremento de 52,1 milhões de toneladas frente a safra anterior. Ao mesmo tempo em que houve essa forte alta, a a área plantada avançou pouco, o que significa aumento de produtividade. A área ocupada pela plantação ficou em 60,9 milhões de hectares, com elevação de 4,4% na comparação com a safra 2015/2016.

A safra de soja, o grão mais produzido no País, ficou em 114 milhões de toneladas. A produção do milho primeira safra ficou em 30,46 milhões de toneladas, com crescimento de 18,3% em relação à safra anterior. Já a colheita do milho segunda safra está em fase final, com estimativa de produção total de 67,25 milhões de toneladas.

Os dados relativos a esses produtos e demais grãos estão no 12º Levantamento da Safra 2016/2017 de Grãos, divulgado nesta terça-feira (12) pela Conab. A companhia faz o acompanhamento da safra brasileira de grãos há 40 anos.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Companha Nacional de Abastecimento e do IBGE
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

África, terra dos meus pais



Até o final do século 40% da população da Terra será africana



Por RFI Publicado em 07-08-2017 Modificado em 07-08-2017 em 20:05
Em 2100, 40% da humanidade será africana Pixabay


Estudos recentes divulgados pelas Nações Unidas (ONU) constatam que até 2100 cerca de 40% da humanidade será africana. As previsões apontam que já em 2050 um terço dos jovens do planeta estará vivendo na África. 

Há anos os pesquisadores trabalham com estatísticas prevendo que a população da Terra deve passar dos atuais 7,5 bilhões de indivíduos para 9,8 bilhões em 2050, ultrapassando os 11 bilhões em 2100. China e Índia continuam sendo o motor desse crescimento populacional, já que juntos eles acumulam hoje dois terços da humanidade (2,7 bilhões de pessoas).

Porém, o continente africano deve conhecer uma explosão demográfica que pode inverter esse cenário. Atualmente a África representa 17% da população mundial, com 1,3 bilhão de habitantes. Mas os estudos preveem que esse número chegará a 4,5 bilhões em 2100, o equivalente a 40% dos seres humanos que viverão na Terra no final do século.

De acordo com o relatório da ONU “Perspectivas da População Mundial, a revisão de 2017”, até 2050, metade do crescimento da população mundial será concentrado em apenas nove países: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Uganda e Indonésia. Nessa lista, os africanos estão entre os mais dinâmicos. A Nigéria, por exemplo, deve atingir uma população de 410 milhões de habitantes em 2030, tomando dos Estados Unidos o terceiro lugar do ranking mundial.

Esse fenômeno é constatado em boa parte da África. Se em 1950 o continente africano não contava com nenhuma cidade com mais de um milhão de habitantes, em 2013 – data do último censo generalizado – 54 cidades já ultrapassavam um milhão de moradores. E esse número tem chances de dobrar até 2030.

Para os especialistas, várias razões explicam essa explosão demográfica africana. Um dos motivos é a desaceleração da natalidade na China, que deve registrar um declínio na segunda metade do século. Mas segundo Gilles Pison, pesquisador do Instituto Nacional de Estudos Demográficos da França ouvido pelo jornal Le Monde, esse fenômeno estaria ligado principalmente ao fato de que atualmente o continente africano registra uma taxa de mortalidade em baixa, mas que os índices de natalidade continuam em alta.

Veja a evolução da população dos países no gráfico abaixo: